Manuel Caleça, pescador, conta que um dia quando era jovem, estava ele a jogar à bola com os amigos quando, de repente, lhes apareceu um miúdo desconhecido querendo juntar-se ao grupo para brincar.
Rapidamente se aperceberam que o rapaz tinha pouco jeito para brincadeiras.
Propôs-lhe então o desconhecido que fossem os dois brincar para outro lugar, ao qual Manuel anuiu.
Ao chegarem ao local, abriu-se-lhes misteriosamente um alçapão que conduzia a um palácio repleto de riquezas. Manuel ficou por lá algum tempo, acabando mais tarde por pedir ao menino que o levasse de volta a casa.
O jovem levou-o para junto dos pais, mas prometeu-lhe que nunca mais o iria deixar, dizendo-lhe que permaneceria sempre invisível ao seu lado, pois sofria de um encantamento, e só Manuel o poderia ver.
Conta Manuel que deixou de ver o pequeno mouro encantado no dia em que a mãe o levou à missa a confessar-se e a comungar pela primeira vez.
